sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A impontualidade do amor;


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.


[Martha Medeiros]

Nosso pacto!

Quero registrar aqui o nosso pacto, para que nao haja duvidas posteriores.
O pacto consiste em: antes de alguma de nos arrumar um namorado (qualquer um) ou um relacionamento serio, tera que arrumar AO MENOS um flerte para a amiga, antes de qualquer compromisso com seu love. Caso contrario, alem do fechamento da cortininha da amizade, a traida pode intervir no namoro da amiga como bem entender. Nosso pacto se baseia no livro 'Ria da minha vida antes que eu ria da sua' de Evandro A. Daolio, que por sinal, super indico!

Ai o trecho do livro..


O Pacto Together Forever, diz assim:
Se um (a) de nos arrumar uma namorada (o) tem 5 (cinco) dias UTEIS para, ao menos, tentar arrumar uma namorada (o) para o outro. Se isso nao acontecer dentro desse prazo, o que estiver sem namorada tem o direito de intervir como quiser no namoro do outro. Destruindo, criando caso, telefonando, inventando historias, assediando ou o que for, fazendo qualquer coisa ate onde sua criatividade permita, que destrua o namoro do (a) grande amigo (a). O que estiver namorando, por sua vez, nao podera reclamar, simplesmente porque nao cumpriu o pacto.



Teoria da Infelicidade dos Outros

Essa teoria surgiu como complemento ao pacto. Serve tanto para homens quanto para mulheres, mas se aplica melhor a nos. A Teoria da Infelicidade dos outros diz que: voce e feliz se pelo menos um de seus amigos for infeliz junto com voce.
Por exemplo: Voce so sera um solteirao infeliz se NENHUM amigo seu for solteirao e infeliz tambem. Se voce tiver pelo menos um infeliz para lhe fazer companhia, pronto, sera feliz com a infelicidade dele e ele com a sua. Ambos felizes, mas com a infelicidade do outro.
[...]



M. [engraçadinha..nao?!]



ps. http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=41336270

terça-feira, 4 de agosto de 2009

-unfortunately, fallin for you. again

Muito estranhos sentimentos e palavras. Me sinto torturada, toda vez que preciso dizer alguma coisa e as palavras não conseguem dar a emoção que eu preciso. Não existe no mundo nada mais difícil do que traduzir os meus sentimentos em palavras.
É uma angústia, porque eu fico desejando, querendo, dizer alguma coisa que traduza essa minha aflição, que seja, não sei! como um tapa na cara, como lágrimas, como um abraço, mas eu simplesmente não consigo. E já que não consigo, não vejo nenhuma outra alternativa a não ser o silêncio. O silêncio da espera, o silêncio da resposta..
Já que não sei dizer nada com a destreza, eficiência necessária, nada direi então. Não porque deixei de sentir os sentimentos, ou de pensar os pensamentos, mas simplesmente porque não posso dizer "meias" verdades, mentiras, vontades.
E, acreditem, essas palavras não dizem nem metade. talvez, eu devesse ter ficado calada. e só

Bi.