sábado, 31 de janeiro de 2009

-o dia que eu descobri o santuário:)

sabe, não aconteceu nada muito diferente. quinta feira, fomos na missa, perottinha foi assediado, desenhei porquinhos nas mãos das criancinhas, conversei.. mas quando preciso pensar em um dia feliz, é desse que eu lembro. por mil motivos, mas nenhum em especial:) 
(e olha que a culpa não foi do tonhão com o Stacionamento, nem dos dedos regenarados com a célula tronco.)

G.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

-mulheres apaixonadas♥

nem faz muito tempo, eu tava assistindo aquela novela antiga da globo, mulheres apaixonadas. nem lembro em que ponto da história tava, não tô acompanhando. mas eu vi e ouvi uma coisa que mexeu comigo. era uma das atrizes falando sobre o amor e suas inconstâncias.
e como seria bom se as pessoas se amassem e deixassem de se amar sempre ao mesmo tempo, sincronizado. e na hora, eu achei brilhante. solução de todos os problemas não?
nada mais de amores não correspondidos. de grandes tentativas frustradas de conquista ou reconquista.
mas depois, pensando bem, eu percebi que ninguém "deixa de amar", assim de uma hora pra outra. é gradativamente, e nunca, nunca é sem sofrimento. mesmo que um casal, um par, deixasse de se amar, em exata e perfeita sincronia, ainda assim, iria existir a dor. da perda, da falta de carinho.
onde a gente substitui, tudo de meigo, todas as alegrias, os sorrisos, os beijos despreocupados, e até os olhares cúmplices por vazio. e silêncio. não aquele silêncio bom, de duas pessoas íntimas que se conhecem tão bem, que não precisam de palavra. aquele silêncio pesado, onde nada se encontra pra dizer. o amor não é uma dúzia de palavras pensadas, ou ações planejadas. não são os presentes caros, grandes eventos ou aparições. não são as surpresas, ou grandes feitos no geral. o amor é um sentimento, o mais lindo e o mais simples, que a gente adora complicar.
e ele é feito, só de pequenas coisas, do dia a dia, que pra todos os outros passariam desapercebidas.
é aquilo que ninguém vê, muitas vezes nem quem fez, mas você vê. e sente.
é aquela vozinha, lá no fundo da sua alma, consciência, seja lá como você chama, que te diz: é ele.
e você sabe que é a pessoa certa. instinto. destino. Deus? não importa. se têm que acontecer, vai acontecer. mais cedo, mais tarde..
a vida é tão cheia de surpresas, desencontros, reencontros, que no final, a gente acaba nem sabendo onde começa e onde termina uma história.
li um livro uma vez, que falava: " e se você só tiver uma chance na vida de encontrar a sua alma-gêmea? você vai deixar passar?". e acho que é por isso que a gente sente medo de estar com a pessoa errada, por mais amor que se sinta. tem gente que não acredita em amor, cara-metade, essas coisas. mas eu sei, que se eu tiver uma chance, uma só que seja, de achar "o príncipe encantado" eu vou agarrar(a chance nééé!dãr. ahahaha) e nunca vou desistir.
porque desistir, é para fracos;) não quero mais ter medo, sabe?
de meter as caras, mesmo que vá dar errado. a gente cansa de se segurar, de se censurar durante muito tempo. e se der errado, que mal tem nisso? a gente parte pra outra. vão ter silêncios sim. e vão ter lágrimas, e vai passar tempo. e mesmo que pareça impossível, se supera. afinal, como vive dizendo o meu pai: errar é humano, persistir no erro, é goiano.
G.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

-7 maneiras de dizer 'eu te amo'

Num filme do Woody Allen chamado 'noivo neurotico, noiva nervosa' o personagem diz que ama tanto a namorada que I love you não é suficiente. Fala então I lorve you, como se precisasse de mais consoantes para dar o atrito amoroso que love - liso, leve- não tem.
Amor é mais legal que love. Termina com esse erre triunfal. Os outros estados brasileiros que me desculpem, mas o amor com o sotaque deles não é tão intenso quanto o paulista ou o gaúcho, que dizemos amorrrrr com a lingua tremendo no céu da boca, que nem o coração apaixonado, a debater-se dentro do peito.
Um milhão de erres, no entanto, não dariam conta de expressar essa agonia deliciosa que é amar. Por isso, acho que as maneiras mais bonitas e verdadeiras de se dizer 'eu te amo' não são com letras.
Se ele deixa de ir jogar futebol com os amigos pra te ver, num domingo, isso é 'eu te amo'. Se ele pega sua mão no cinema é 'eu te amo'. Se ele fica ao seu lado, te olhando, está dizendo que te ama. Se ele fala "desliga você", depois de uma hora de telefone, pode ter certeza: isso é muito mais "eu te amo" do que o 'eu te amo' que ele disse logo antes. Se ele fica nervoso achando que suas amigas e seus amigos não vão gostar dele, é porque te ama, se ele foge dos seus pais, não duvide, te ama. Se ele não consegue dizer que te ama, é porque te ama.
Mais do que qualquer ação ou frase, o amor pode ser visto nos olhos da outra pessoa. Se houver aquele brilho tão característico, não importa se ele diga "passa o sal" ou "a raiz quadrada de 49 é 7". Você saberá que, na verdade, tudo aquilo é uma coisa só: eu te amo.
Antônio Prata

G.