nem faz muito tempo, eu tava assistindo aquela novela antiga da globo, mulheres apaixonadas. nem lembro em que ponto da história tava, não tô acompanhando. mas eu vi e ouvi uma coisa que mexeu comigo. era uma das atrizes falando sobre o amor e suas inconstâncias.
e como seria bom se as pessoas se amassem e deixassem de se amar sempre ao mesmo tempo, sincronizado. e na hora, eu achei brilhante. solução de todos os problemas não?
nada mais de amores não correspondidos. de grandes tentativas frustradas de conquista ou reconquista.
mas depois, pensando bem, eu percebi que ninguém "deixa de amar", assim de uma hora pra outra. é gradativamente, e nunca, nunca é sem sofrimento. mesmo que um casal, um par, deixasse de se amar, em exata e perfeita sincronia, ainda assim, iria existir a dor. da perda, da falta de carinho.
onde a gente substitui, tudo de meigo, todas as alegrias, os sorrisos, os beijos despreocupados, e até os olhares cúmplices por vazio. e silêncio. não aquele silêncio bom, de duas pessoas íntimas que se conhecem tão bem, que não precisam de palavra. aquele silêncio pesado, onde nada se encontra pra dizer. o amor não é uma dúzia de palavras pensadas, ou ações planejadas. não são os presentes caros, grandes eventos ou aparições. não são as surpresas, ou grandes feitos no geral. o amor é um sentimento, o mais lindo e o mais simples, que a gente adora complicar.
e ele é feito, só de pequenas coisas, do dia a dia, que pra todos os outros passariam desapercebidas.
é aquilo que ninguém vê, muitas vezes nem quem fez, mas você vê. e sente.
é aquela vozinha, lá no fundo da sua alma, consciência, seja lá como você chama, que te diz: é ele.
e você sabe que é a pessoa certa. instinto. destino. Deus? não importa. se têm que acontecer, vai acontecer. mais cedo, mais tarde..
a vida é tão cheia de surpresas, desencontros, reencontros, que no final, a gente acaba nem sabendo onde começa e onde termina uma história.
li um livro uma vez, que falava: " e se você só tiver uma chance na vida de encontrar a sua alma-gêmea? você vai deixar passar?". e acho que é por isso que a gente sente medo de estar com a pessoa errada, por mais amor que se sinta. tem gente que não acredita em amor, cara-metade, essas coisas. mas eu sei, que se eu tiver uma chance, uma só que seja, de achar "o príncipe encantado" eu vou agarrar(a chance nééé!dãr. ahahaha) e nunca vou desistir.
porque desistir, é para fracos;) não quero mais ter medo, sabe?
de meter as caras, mesmo que vá dar errado. a gente cansa de se segurar, de se censurar durante muito tempo. e se der errado, que mal tem nisso? a gente parte pra outra. vão ter silêncios sim. e vão ter lágrimas, e vai passar tempo. e mesmo que pareça impossível, se supera. afinal, como vive dizendo o meu pai: errar é humano, persistir no erro, é goiano.
G.